Maersk revisa taxa de terminal em 15 portos; valor vai de R$ 740 a R$ 2.188
Nova tabela de OHC e DHC vale a partir de 1º de novembro. Em Santos, o contêiner dry passa de R$ 1.455 para R$ 1.498.

Em 30 segundos
- A Maersk publicou em 1º de outubro uma nova tabela de OHC e DHC, as taxas de movimentação no terminal de origem e de destino, para 15 portos brasileiros. Ela vale a partir de 1º de novembro.
- O contêiner dry vai de R$ 740 em Itaguaí a R$ 2.188 em Suape. Em cada porto, o valor é o mesmo para embarque e desembarque.
- Em Santos, a taxa do dry sobe cerca de 3% em relação ao último aviso da Maersk, de outubro de 2025.
O fato
A Maersk vai cobrar novos valores de OHC (Origin Handling Charge) e DHC (Destination Handling Charge) em 15 portos brasileiros a partir de 1º de novembro de 2026. São as taxas que o armador repassa pela movimentação do contêiner dentro do terminal, no embarque e no desembarque. O aviso saiu no site da empresa em 1º de outubro e vale até nova comunicação.
Os valores são em reais, por contêiner, e iguais para origem e destino em cada porto. A tabela separa cinco tipos de carga (seca, refrigerada, especial, perigosa e perigosa refrigerada), mas não distingue contêiner de 20 e de 40 pés.
A Maersk justifica a revisão com a alta dos seus custos nos portos e na operação. O aviso não informa os valores que estão sendo substituídos. No comunicado equivalente de outubro de 2025, a empresa usou Santos como exemplo: R$ 1.455 para o contêiner dry e R$ 1.505 para o reefer de 40 pés. Na nova tabela, Santos fica em R$ 1.498 e R$ 1.549, uma alta de cerca de 3% nos dois casos.
Por que importa
A diferença entre portos pesa mais que o reajuste. Suape cobra quase três vezes o valor de Itaguaí pelo mesmo contêiner seco. Mesmo portos vizinhos têm preços distantes: Navegantes e Itajaí, em lados opostos da foz do rio Itajaí-Açu, ficam a R$ 265 de distância por contêiner dry (R$ 1.076 contra R$ 811).
Para quem movimenta volume, a conta entra na escolha do porto. Em 100 contêineres dry por mês, embarcar por Itajaí em vez de Navegantes representa R$ 26.500 a menos só nessa taxa. Frete rodoviário, armazenagem e tempo de trânsito podem inverter essa conta, então ela é um ponto de partida, não a decisão.
O que define se uma carga paga o valor antigo ou o novo é a data de cálculo do preço (PCD, na sigla em inglês). Em reservas que não são spot, ela é a saída prevista do primeiro trecho marítimo, registrada na confirmação do booking. Nos tráfegos com os Estados Unidos, regulados pela FMC (Federal Maritime Commission), vale a data de entrada do último contêiner no terminal. Em reservas spot, conta a data de confirmação do booking ou a saída prevista do primeiro navio informada nela.
O que fazer
- 1Veja na última fatura de taxas locais quanto foi cobrado de DHC no seu porto e compare com a nova tabela.
- 2Para cargas já embarcadas que chegam depois de 1º de novembro, peça à Maersk por escrito qual valor será aplicado.
- 3Atualize a estimativa de custo de chegada dos próximos pedidos que vêm pela Maersk.
O que se sabe — e o que ainda não
- Aviso da Maersk publicado em 01/10/2026, com vigência a partir de 01/11/2026
- Nova tabela de OHC e DHC para 15 portos brasileiros, em reais por contêiner
- Mesmo valor para origem e destino em cada porto
- Contêiner dry de R$ 740 (Itaguaí) a R$ 2.188 (Suape)
- Motivo declarado pela Maersk: alta de custos nos portos e na operação
- Santos: dry de R$ 1.455 no aviso de outubro de 2025 para R$ 1.498
- Os valores anteriores dos outros 14 portos, que o aviso não informa
- Se a Maersk ajustou alguma taxa entre outubro de 2025 e este aviso
- Qual valor vale quando o porto de descarga muda depois do booking
- Se outros armadores vão revisar as taxas nos mesmos portos
Tabela completa, do porto mais barato ao mais caro
Valores em R$ por contêiner, iguais para embarque (OHC) e desembarque (DHC).
| Porto | Dry | Reefer | Especial | Perigosa | Perigosa reefer |
|---|---|---|---|---|---|
| Itaguaí (Sepetiba) | 740 | 950 | 950 | 950 | 950 |
| Rio de Janeiro | 755 | 935 | 895 | 895 | 950 |
| Itajaí | 811 | 931 | 1.125 | 1.125 | 1.250 |
| Itapoá | 840 | 1.025 | 1.100 | 1.100 | 1.350 |
| Manaus | 997 | 1.254 | 1.256 | 1.256 | 1.256 |
| Vila do Conde | 1.008 | 1.243 | 1.670 | 1.670 | 1.880 |
| Navegantes | 1.076 | 1.210 | 1.300 | 1.300 | 1.475 |
| Pecém | 1.140 | 1.388 | 1.520 | 1.520 | 1.520 |
| Rio Grande | 1.248 | 1.323 | 1.600 | 1.600 | 1.650 |
| Paranaguá | 1.310 | 1.440 | 1.905 | 1.905 | 1.905 |
| Salvador | 1.427 | 1.695 | 2.300 | 2.300 | 2.430 |
| Santos | 1.498 | 1.549 | 1.498 | 1.610 | 1.610 |
| Imbituba | 1.550 | 1.840 | 1.550 | 2.247 | 2.247 |
| Vitória | 1.652 | 1.950 | 1.880 | 1.880 | 1.950 |
| Suape | 2.188 | 2.235 | 2.337 | 2.337 | 2.337 |
Fonte: Maersk, aviso de 01/10/2026. Ordenação pelo valor do contêiner dry feita pelo Comex Today.
Fontes
- Maersk — OHC/DHC Terminal Handling Charges Brazil (aviso de 01/10/2026) — publicada em 01/10/2026 · consultada em 18/10/2026
- Maersk — Terminal Handling Service Origin/Destination, Latin America (aviso de 02/10/2025) — publicada em 02/10/2025 · consultada em 18/10/2026
- Container News — Maersk revises terminal handling charges in Brazil — publicada em 05/10/2026 · consultada em 18/10/2026
- Tradlinx — Maersk November 2026 charges: Brazil OHC/DHC · consultada em 18/10/2026